21 setembro, 2015

Resenha: Dom Casmurro

TÍTULO: Dom Casmurro
TÍTULO ORIGINAL: Dom Casmurro
VOLUME: Único
AUTOR(A): Machado de Assis
EDITORA: Saraiva
PÁGINAS: 272
Minha Avaliação: 



Os textos dos Clássicos Saraiva são versões integrais e oferecem ao jovem leitor e o público em geral um amplo panorama de livros de leitura fundamental.
Cada livro traz como leitura de apoio várias seções no seu final:
Diários de um clássico - uma versão sobre o autor, seu obra, linguagem e estilo, do mundo em que viveu e muito mais;
Contextualização histórica - um painel de textos de outras obras e de outros autores da mesma época;
Entrevistas imaginárias - simulação de uma conversa fictícia com o autor.
Este volume traz o romance "Dom Casmurro" que ocupa um lugar de destaque, sendo um marco do escritor e uma lente pela qual podemos compreender o Brasil.

Antes de tudo, pessoal, eu quero pedir desculpas por ficar tanto tempo sem postar e falar que a partir de hoje o blog volta a todo vapor.

ATENÇÃO: SPOILERS A PARTIR DESTE PONTO!

Esta foi a minha primeira experiência com Machado de Assis e ela foi com certeza satisfatória.

Este romance de Machado de Assis se passa no Engenho Novo, um bairro suburbano do Rio de Janeiro, onde Bento Albuquerque Santiago passou sua infância. Ele tem 54 anos e é conhecido como Dom Casmurro (deram-no o nome Casmurro por ser tímido e "dom" sugere um brilho de nobreza que ele mesmo diz que não tinha). Quando Bento era apenas "uma sementinha" na barriga de sua mãe, a mesma prometeu a Deus que faria de seu filho um padre se Ele permitisse que Bentinho vivesse (já que o primeiro filho dela não sobreviveu ao parto).

O pai de Bento é dono de uma fazenda em Itaguaí e havia se mudado para o Rio de Janeiro em 1884, quando foi eleito deputado. Anos depois ele falece, e a viúva, Dona Glória, prefere continuar na casa da rua Matacavalos a voltar para a fazenda. Por isso vende a fazenda e os escravos, aplicando o dinheiro em imóveis e apólices para conseguir permanecer ali.

A vida de Bentinho é normal até o dia em que ele ouve Capitolina Pádua (sua vizinha) chamar por seu nome e logo se esconder. Capitu era uma menina linda e após algum tempo de amizade Bentinho percebe que ela gosta dele e, Bentinho também gosta de Capitu. Com a amizade dos dois Dona Glória vai reforçando cada vez mais sua promessa de colocar seu filho no seminário.

O tempo passa e os dois vão cada vez se apaixonando mais e mais, mas não conseguem fazer com que Dona Glória desista de sua promessa. Então Bentinho vai para o seminário. Lá ele conhece Ezequiel de Souza Escobar. Os dois tornam-se amigos e um dia Bentinho o leva para apresentar à sua família e Capitu.

Com aproximadamente 17 anos Bentinho sai do seminário para estudar e cinco anos depois ele se torna advogado. Escobar também sai do seminário, se torna um comerciante muito bem sucedido e se casa com Sancha Gurgel, amiga de Capitu.

Em 1885, Bento e Capitu finalmente se casam e a felicidade do casal só não era plena pela demora em nascer um filho. Depois de alguns anos Capitu finalmente engravida. Nasce Ezequiel (para retribuir a gentileza dos amigos de terem dado o nome de sua filha de Capitolina).

O tempo passa, até que em 1871 Escobar (que adorava nadar) morre afogado. Bentinho fica atormentado pela expressão com que Capitu olhava para Escobar e algum tempo depois começa a reparar nas semelhanças que tem seu próprio filho com seu velho amigo. Isso vai  atormentando cada vez mais e a medida que seu filho cresce ele acha Ezequiel cada vez mais parecido com Escobar. Isto o incomoda de tal maneira que até mesmo a presença de seu filho o perturba. Em dado momento Bento interroga Capitu sobre o assunto, mas ela não esclarece nada. Então os dois optam pela separação.

Capitu e Ezequiel partem para a Europa e anos depois seu filho volta com a notícia de que Capitu está morta. Logo depois Ezequiel também morre.

Mortos todos, Dom Casmurro nunca esqueceu sua amada. Decide então escrever um livro em que relata sua vida.

Dom Casmurro tem, com certeza, um final muito bem feito. Não apenas o final, mas o começo e meio também. Ele é um livro maravilhoso e com uma história maravilhosa.

Dou um aviso àqueles que querem o ler: para ler Dom Casmurro (a obra original e não a releitura) precisa ter vontade. A escrita é sem dúvida arcaica e difícil o que repele muita gente. Uma pessoa que está começando a ingressar no mundo da leitura vai com certeza abandoná-lo pois muitas das palavras não conhece o significado.

Sem dúvidas Dom Casmurro me apaixonou. A maneira como Machado de Assis escreve é maravilhosa, como se realmente estivesse conversando com o leitor(a). Não recomendo o livro para pessoas muito jovens como 10 a 12 anos pois a linguagem é muito difícil (como já falei anteriormente).

A história deste clássico realmente é intrigante e na minha opinião: sim, Capitu o traiu. Mas deixo isso a critério de vocês, afinal a graça é cada um ter uma opinião diferente (principalmente sobre esta história, particularmente este final).

Beijos e abraços




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